Açaí continua em alta, aponta Dieese



A alta no preço do açaí desde o primeiro trimestre vem pesando no bolso do belenense, com reajuste acumulado superior a inflação, alcançando mais de 20%. O que aumenta nesse período a elevação do preço, geralmente é a entressafra, período entre uma safra e outra, mas um fator tem contribuído para esse aumento é a pandemia.


Uma pesquisa feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que acompanhou preços do litro, com pesquisas semanais que envolveu feiras livres, supermercados da capital paraense e outros pontos de vendas espalhados pela cidade.

A pesquisa do Dieese


No primeiro trimestre de 2021, o preço do açaí sofre um reajuste desde dezembro de 2020: em dezembro de 2020, o produto foi vendido pela média de R$ 17,96. Em janeiro de 2021, por R$ 22,32; em fevereiro, R$ 22,45 e no mês passado por R$ 22,67.


E ainda segundo o Dieese, dependendo do bairro, o litro do produto varia, e também, em função dos vários locais de vendas diferenciados, existem diferenças de preços entre as várias feiras e pontos de vendas espalhados pela cidade, bem como também entre os supermercados que comercializam o produto. E mais, ainda tem a diferença do preço do açaí grosso para o popular. O açaí do grosso foi encontrado na última semana do mês passado nas feiras livres custando em torno de R$ 25 e nos Supermercados custando em torno de R$ 34. O açaí popular ou médio foi encontrado com os seguintes preços: nas feiras livres o menor preço encontrado foi de R$ 12 e o maior R$ 20, e nos supermercados, o preço do produto foi encontrado com preços em torno de R$ 24.


Portanto, de acordo com os custos, o litro de açaí apresentou uma pequena alta no mês de março de 0,96% em relação ao mês de fevereiro. Entretanto, o reajuste acumulado no preço do produto no primeiro trimestre deste ano alcançou cerca de 26% contra uma inflação de 1,96% (INPC/IBGE) calculada para o mesmo período.

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