A adesão do Pará e o silêncio do povo


Museu do Estado do Pará, Palácio Lauro Sodré, onde o documento foi assinado - Foto: Reprodução site DOL

No dia 15 de agosto comemora-se a Adesão do Pará à Independência, mas é mesmo motivo de comemoração? Todo ano, no Pará, vivenciamos um feriado em que não existe empatia. Na capital paraense, como em todos os municípios do Estado, a data passou como mais um feriado comum, sem nenhum vínculo de responsabilidades ou de interesse pela data. Nisso, há uma necessidade de refletir o porquê de tal apatia.


Um Breve Histórico - Primeiro é preciso entender que se a ‘adesão’ foi assinada em agosto de 1823, mas antes e depois da assinatura da adesão, já estavam eclodindo vários movimentos nos interiores ao Pará que tentaram independências e liberdades. Indígenas e de negros se levantaram, como um grande movimento no Marajó (e mais precisamente em Muaná em maio de 1823) e que foi duramente reprimido por tropas organizadas por oficiais lusitanos. Houve outros tantos depois da adesão até a grande Cabanagem, em 7 de janeiro de 1835, levantes esses que eram contra essa adesão.


Para que a adesão se torne realmente uma referência de independência, é preciso resignificá-la com novas práticas. O Racismo e a sujeição ao Estado precisam dar um basta, e mais é de suma importância o despertar do paraense para as memórias das inciativas de revoltas, mesmo derrotadas. Dessa forma, existe a oportunidade de compor uma nova mentalidade, com ações diretas que liberte a todos desse pensamento ainda colonial.

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