Alerta: Veja os os motivos para não alimentar os macaquinhos do Bosque Rodrigues Alves


Macacos, que são criados livremente no bosque, se penduram na grade para pegar comida na rua (Foto: Jorge Sauma)

Quem passa pela avenida Almirante Barroso, em Belém, é corriqueiro ver um bando de macacos-de-cheiro que circulam e habitam no Bosque Rodrigues Alves, no bairro do Marco, serem vistos na área externa do jardim botânico circulando pela grade do bosque e até pela calçada. Segundo a administração do Bosque Rodrigues Alves, os animais são alimentados de forma correta no jardim botânico, mas acabam atraídos pela comida de vendedores ambulantes do entorno do local.


A curiosidade dos macacos é uma caracteristica do animal, por isso é comum vê-los próximos a pedestres, motoristas e moradores do local. "Certo dia estava comprando frutas na barraquinha bem atrás do bosque, quando me deparei com um 'comprador' não muito comum. O vendedor disse que já é costume o macaco aparecer lá. Ele desceu da grade, subiu na barraca e aguardou sua cota diária de banana. Depois da refeição, ajudamos ele a atravessar a rua", disse Antônio Donizete Matos, que mora perto do bosque.


A direção do Bosque é vigilante e contrária com a ingestão de alimentos industrializados, pois prejudica a dieta dos animais. Assim como os seres humanos, os macaco-de-cheiro, podem desenvolver doenças gastrointestinais, diabetes e cárie. De acordo com o diretor do Departamento de Gestão de Áreas Especiais-DGAE do Bosque Rodrigues Alves, Alexandre Mesquita, esta situação requer cuidados especiais. "As pessoas precisam evitar dar alimentos aos animais, pois eles já possuem alimentação adequada dentro do bosque e alguns alimentos podem colocá-los em risco", afirmou o diretor.


Imagem: Arquivo pessoal/Reprodução Juliana Bittencourt

Popularmente conhecido como macaco-de-cheiro, o "Saimiri sciureus" são criados livremente dentro do bosque, onde segundo a vaterinária do Jardim Botânico, Juliana Bittencurt, 40, existem aproximadamente 50 a 70 com apenas um bando de macacos. A veterinária atuante no Bosque, afirma também que os animais são atraídos para a área externa do bosque pela curiosidade natural da espécie, e que a oferta de alimentos do lado de fora do bosque pode colocar os animais em risco, devido ao trânsito intenso na região. "Há pouco tempo um senhor deu uma banana para um dos animais, que o seguiu quando atravessou a rua. O animal fica sujeito a um atropelamento" relatou a veterinária.


"A alimentação dos macaquinhos é balanceada com frutas e outros alimentos distribuída em pontos específicos. Tudo equilibrado e pensado pela equipe veterinária", pontua Juliana Bittencurt.


Sobre macaco-de-cheiro, o "Saimiri sciureus" :


Macaco-de-cheiro é natural da região amazônica e vive em florestas tropicais (Rudimar Narciso Cipriani)

Também chamado de boca preta, o macaco-de-cheiro (Saimiri sciureus) mede 30 centímetros. Apresenta partes superiores cinzas, com tons esverdeados. O focinho negro contrasta com a região branca em torno dos olhos.


A dieta alimentar é composta por frutas, insetos, moluscos e pequenos vertebrados. Quando há escassez de frutos, o macaco-de-cheiro opta pelo néctar.


Possui hábitos diurnos e costuma permanecer entre os galhos da vegetação, descendo ao solo poucas vezes. Natural da região amazônica, ocorre em florestas tropicais, savanas e manguezais em bandos de 12 até 100 indivíduos.


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