Belém Mairi Tupinambá: Ativista fala do nome originário de Belém em entrevista para TV Liberal


Foto: Reprodução

Ontem, 12, Belém completou 406 anos de fundação. A cidade das mangueiras recebeu diversas homenagens ao longo do dia. Uma das homenagens que se destacaram foi do Jornal liberal da TV Liberal, onde a reportagem especial falou do nome ancestral da cidade, a Mairí Tupinambá. Isso queridos leitores do BN, nem sempre Belém teve esse nome, antes da chegada dos portugueses a cidade se chamava Mairí.


Foi como voltar no tempo e se sentir parte do processo de construção de toda a cultura que desfrutamos nos dias atuais. Um exemplo disso é a nossa base alimentar, com os derivados da mandioca, o açaí, o peixe e entre outros. Outro exemplo é o artesanato, como os colares, brincos.

Antes mesmo de ser Belém, esse solo já era Mairi da grande nação Tupinambá que teve um dos maiores caciques guerreiros desse tempo, o Guamiaba, que foi assassinado em 7 de janeiro, três anos depois da chagada dos portugueses, em uma batalha sangrenta que matou mais de dois mil indígenas e consolidou a dominação europeia sobre o território de Belém. Mairí no Tupi significa “velha”, “aldeia ou taba velha”. Mairí era um interposto de entrada para o grande Rio Amazonas, era a grande aldeia conhecida em toda a Amazônia.


O professor Aldrin Moura de Figueiredo retrata muito bem esse período no trabalho: Mairi ou Belém Tupinambá, 400 anos, era um território temido por ter um exército formados por grandes guerreiros.


Que até hoje tem seus remanentes como a Nice tupinambá, ativista e jornalista indígena, que durante a entrevista falou sobre a importância de reconhecermos nossa ancestralidade, nosso orgulho em ser da Amazônia, e principalmente sobre a necessidade de conhecermos a nossa história. Às vezes, as pessoas falam, ah tu és índio, tu és da Amazônia, como a tentativa de nos ofender. Eu acho que nós temos de ressignificar isso e dizer: eu sou sim, sou da Amazônia, sou indígena. Porque essa raiz tá muito presente, a gente só precisa enxergar”, disse a ativista e jornalista indígena que pesquisa a história de Belém a partir do olhar originário.




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