Belém: Sesma descarta caso supeito de varíola dos macacos


Foto: Reprodução

A cada nova atualização dos boletins epidemiológicos, a transmissão do vírus monkeypox - a varíola símia ou, ainda, varíola do macaco - tem mais impactos no Brasil. Em menos de 48 horas, o Ministério da Saúde confirmou a primeira morte pela doença no país, assim como os primeiros casos registrados em crianças.


Conhecida internacionalmente como Monkeypox, a doença, endêmica em regiões da África, já atingiu, neste ano, 20.637 pessoas em 77 países. No Brasil, são quase mil casos, sendo mais de 700 apenas em São Paulo.


Em Belém, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), que foi informada sobre o caso sugestivo da Monkeypox (Varíola dos Macacos) em uma paciente atendida no Hospital Unimed Prime, mas o caso foi descartado por não se enquadrar nos critérios epidemiológicos para a doença.


A Sesma reforça que integra a sala de situação sobre a Monkeypox composta pelos Centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) de Belém e Ananindeua, a Secretaria de Saúde do Estado do Pará (Sespa) e Instituto Evandro Chagas. A sala reúne os integrantes, diariamente, para discutir atualizações de dados, estratégias e ação conjunta entre os municípios e órgãos competentes.


Todos os casos sugestivos são avaliados conjuntamente com os órgãos responsáveis e especialistas. Atualmente, os órgãos listados acima avaliam um caso de paciente residente de Belém, que foi notificado em Ananindeua, e que aguarda exames laboratoriais conclusivos. Outros casos sugestivos foram descartados, pois se tratam de outros agravos.


A Sesma destacou, por fim, que o processo de enquadramento como caso "Suspeito", "Notificado" e "Confirmado" é complexo e se baseia em avaliação clínica, critérios epidemiológicos e diagnóstico laboratorial diferencial. Também reforça, que a população de Belém será informada imediatamente assim que houver mudança no cenário epidemiológico da capital.



Doença


Varíola dos macacos (Monkeypox) é um vírus que acomete animais e, raramente, os humanos e ocorre em regiões de floresta da África Central e Ocidental. Porém, de acordo com o centro de pesquisa biológica Instituto Butantan, os casos relatados em continentes em diversos continentes no mundo, podem indicar uma possível transmissão comunitária do vírus, não tendo relação com as regiões africanas.


As pessoas acometidas pela doença apresentam lesões pelo corpo, como coceiras doloridas que podem ser semelhantes à catapora. Além disso, os sintomas podem incluir febre, dor de cabeça, dor nas costas ou musculares, inflamações nos nódulos linfáticos, calafrios e exaustão. Após a infecção, a doença costuma se manifestar entre 5 e 21 dias.



Transmissão


O contágio da doença, que até o recente surto raramente era vista em outras partes do mundo, ocorre principalmente por contato próximo a uma pessoa infectada com o vírus, podendo entrar no corpo pelo sistema respiratório, olhos, nariz, boca ou por lesões na pele.

64 visualizações0 comentário