Belém teve alta de 5,21% em alimentação básica nos três primeiros meses deste ano


É comum passar pelos corredores dos mercados e feiras e encontrar consumidores insatisfeitos com os preços do dos produtos nas prateleiras e as reclamações tem fundamento. Segundo dados divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), os preços da alimentação básica na capital fechou com alta acumulada em 5,21% no primeiro trimestre deste ano (janeiro, fevereiro e março). De acordo com a pesquisa, isso significa um aumento acima da inflação estimada para o período, que foi de 2%.

Na capital paraense a cesta básica também teve reflexo deste aumento, em março chegou a custar R$ 586,00, isso chega a mais da metade o salário mínimo atual de R$ 1.212,00. “Para comprar os 12 itens básicos da Cesta, o trabalhador paraense comprometeu 52,26% do atual Salário Mínimo de R$ 1.212,00, e teve que trabalhar 106 horas e 21 minutos das 220 horas previstas em Lei”, demarca o Departamento.


O vilão da alta de preços foi o óleo de cozinha, que apresentou um reajuste acumulado de 9,42%; seguido pela banana, que encareceu 9,28%; tomate (9%); açúcar (8,41%); café (7,47%); feijão (6,25%); carne bovina (4,81%); pão com alta (3,05%); Leite (1,62%), e manteiga (1,13%). Poucos alimentos ficaram mais baratos, como a farinha de mandioca, que teve recuo de 0,83%, e arroz, que teve queda de 0,20% no valor.


Belém ficou entre as 12 capitais mais caras do país, no levantamento do Dieese.

“Também no mês de março de 2022, os menores valores médios da cesta básica foram observados em Aracaju com o custo de R$ 524,99, seguido de Salvador com o custo de R$ 560,39 e de Recife com o custo de R$ 561,57. Em termos de variação, neste mês de março, entre as 17 capitais pesquisadas pelo Dieese, as maiores elevações de preços ocorreram no Rio de Janeiro com alta de 7,65%, seguida de Curitiba com alta de 7,46% e de São Paulo com alta de 6,36%”, completa o Departamento.
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