Canais ou igarapés? A relação de mudança da população ao longo dos anos com esses lugares


Foto: reprodução site Agência Belém


Belém, a tão conhecida cidade das mangueiras, mais precisamente a capital do Pará em seu processo de urbanização passou por muitas transformações, seja na vegetação que deixou de existir ou o curso natural dos igarapés que cortavam a localidade onde foi construída a cidade.


Antes da ocupação da capital ela era formada por aldeias indígenas que foi tomada pelos colonizadores que aos poucos urbanizaram a região, mas nesse processo o natural passa por modificações adaptáveis em modelos urbanos. Os igarapés foram cercados por concretos, além de receber toda a poluição produzida pelo homem.


Quanto maior a cidade, maior a poluição dos canais, e menos esse espaço urbano tem suas antigas características naturais, esses fatores levou cada vez mais a necessidade de saneamento básico. Dona Ana afirma que na década de 60 os canais não eram tão poluídos, e que onde ela morava no bairro do barreiro, canal do galo era possível fazer passeios e até tomar banho, segue afirmando que hoje é impossível, pois a poluição tomou conta.


A capital paraense nem sempre foi cheia de prédios, carros e desmatada como é hoje, a cidade começou pelos bairros centrais, cidade velha, logo após Nazaré, São Brás, Batista campus... com isso surge os bairros periféricos, próximos aos grandes centros urbanos, que surgiram pela população sem poder aquisitivo, os escravos e ex-escravos e logo mais seus descendentes.


Com tantos prédios enormes no centro de Belém surge outro fenômeno digno de nota, o calor intenso que faz na capital do estado e resultado das ilhas de calor, no ensino fundamental aprendemos o que são ilhas de calor fenômeno climático que acontece nas principais cidades do mundo. Ela ocorre devido à remoção da camada vegetal do solo para a construção de edifícios, rodovias e outros espaços que constituem o ambiente urbano.


Com o inchaço populacional cada vez mais a capital seguiu perdendo seus igarapés naturais, com a crescente poluição que hoje impossibilitas o acesso para lazer como era em seu processo natural. Apesar da urbanização e os grandes arranha céus ter dado certo em Belém a natureza não deixa de fazer seu curso natural, no entanto é comum em período de chuva os rios transbordarem e as ruas alegrarem, pois o asfalto não muda o que a natureza criou, como diz uma bela frase, ‘’na natureza nada se perde, tudo se transforma” - Antoine-Laurent de Lavoisier.

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