Carne ou Pescoço de galinha? Entenda como a alta do preço afeta a população


Foto: reprodução Jornal Gazeta

Um dos alimentos de maior produção e, que o brasileiro ama, principalmente nas reuniões de famílias, eventos, entre outros, é a carne bovina. Desde o início da pandemia, o consumo do alimento caiu significativamente, chegando a 26, 5 quilos por habitante. O Patamar é considerado baixo, comparado com o ano de 2006, quando houve um recorde no consumo, chegando a quase 43 quilos consumidos por habitante, em 2005, apresentando um recuo de aproximadamente 40%.


Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Centro de inteligência da Carne Bovina (CiCarne), a retomada interna, no consumo da carne bovina, pode não acontecer em um curto prazo de tempo.


A partir de 2022, com o reaquecimento das economias globais, juntamente com o avanço da vacinação, em diversos países do mundo, a carne, ao que tudo indica, não voltará ao prato do brasileiro com mais facilidade, visto que, o reflexo da alta constante do dólar, a taxa elevada de desemprego (Que hoje no Brasil, segundo os últimos dados atualizados pelo IBGE, em dezembro deste ano, atinge uma marca de quase 13 milhões de pessoas que se encontram fora do mercado de trabalho), deve ser um dos grandes obstáculos no ano que se inicia.


A alta dos preços da carne, tem feito com que, os brasileiros, substituem por outros alimentos, menos nutritivos. Em entrevista ao Belém Notícias, a Nutricionista Karyane Gomes, conta: “Hoje os brasileiros se veem diante de uma situação de enorme conflito e angustia. Ao chegar com o seu filho no supermercado, e se ver obrigado (a) em ter que substituir a carne moída por exemplo, por alimentos menos nutricionais, que não vão trazer os benefícios essências ao corpo, e principalmente, aqueles que estão em fase de crescimento, e levar pra casa o pé, o pescoço, até os casos de miolos de galinha, e os tão famosos miojos, é algo de cortar o coração’’.


Vale destacar, que até o final do ano passado, 116,8 milhões de brasileiros viviam em situação de insegurança alimentar e 19 milhões passavam fome, segundo uma pesquisa de rede PENSSAN. Outro dado recente é de uma pesquisa do Datafolha, que aponta que 85% dos entrevistados diminuíram o consumo de algum alimento em 2021. Destes, 67% reduziram a carne vermelha. Outros 35% citaram o arroz e feijão, base da alimentação do brasileiro.








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