Cheia do rio Tocantins já afeta municípios dos estados do Pará, Goiás, Maranhão e Tocantins


Foto: Reprodução


A cheia do rio Tocantins, considerado um dos maiores rios do país, já causou muitos estragos e prejudicou milhares de pessoas e atingiu quatro estados que são u banhados, ou cortados pelo rio. Segundo a Defesa Civil, o nível do Rio Tocantins está 10 metros acima do normal próximo à cidade, provocando alagamentos.


Segundo dados coletados pela Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN), coordenada pela Agência Nacional de Águas (ANA), apontam que nesta semana, em ao menos 12 localidades dos estados de Goiás, Pará e Tocantins o nível da água dos rios já tinha superado as respectivas cotas de atenção, colocando as autoridades públicas e a população em alerta.


Só no Estado do Tocantins ficam seis localidades que já decretaram estado de calamidade pública: Tupiratins; Peixe; Chapada da Natividade; São Valério; Goiatins e Itaguatins.

Outras quatro ficam em Goiás e são banhadas pelo Rio Paranã, que deságua no Tocantins: Flores de Goiás; Formosa; Jaraguá e Nova Roma.


No Pará estão os municípios de Itupiranga e Marabá. Marabá já afeta mais de 500 famílias e declarou estado de calamidade. Ainda, a companhia Eletronorte teve que abrir cinco comportas da Usina Hidrelétrica Tucuruí para dar vazão ao grande volume d’água do Rio Tocantins e “manter o reservatório da usina numa faixa operacional segura”, evitando que a cota máxima de 74 metros fosse transposta. Àquela altura, o nível do reservatório já atingia 68,66 metros.


Além destas 12 localidades, várias outras foram afetadas na Bacia do Tocantins. Em São Miguel do Tocantins, na divisa com o Maranhão, o nível do Rio Tocantins vem subindo desde o último dia 22, afetando mais de 230 famílias – muitas das quais, desalojadas, tiveram que ser resgatadas por equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros e levadas para abrigos públicos.


No Pará, na última segunda-feira (3), a companhia Eletronorte teve que abrir cinco comportas da Usina Hidrelétrica Tucuruí para dar vazão ao grande volume d’água do Rio Tocantins e “manter o reservatório da usina numa faixa operacional segura”, evitando que a cota máxima de 74 metros fosse transposta. Àquela altura, o nível do reservatório já atingia 68,66 metros.


Em nota, a Eletronorte explicou que é comum os técnicos operacionais abrirem o vertedouro da usina durante a estação chuvosa, mas acrescentou que, este ano, a manobra foi antecipada devido “à quantidade de chuva atípica para esta época do ano nas cabeceiras dos rios Tocantins e Araguaia”.

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