Chuva de granizo assusta moradores de bairros de Belém e Ananindeua. Vamos entender?


Foto circulando em redes sociais


Relâmpagos e trovões e chuva de granizo foram registrados na região metropolitana de Belém, na tarde de ontem, quarta-feira (15), fruto de conglomerados de nuvens de tempestades, com registros de temperaturas de topo de nuvens entre -70ºC a -80ºC, o que é uma condição muito favorável para formação de granizo. O fenômeno meteorológico pegou os moradores de surpresa.


Apesar do fenômeno ter causado espanto, a chuva de granizo já foi registrada durante outras chuvas do Estado. A última vez que o fenômeno aconteceu na cidade de Belém foi no ano de 2014.


Os moradores de pelo menos seis bairros de Belém e Ananindeua fizeram registros em vídeos e fotos, que estão circulando em grupos de redes sociais. Na área do aeroporto de Belém, foram registradas rajadas de 74 km/h.




De acordo com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), o fenômeno da chuva que aconteceu na Grande Belém, teve grande desenvolvimento vertical, o que facilitou a queda do granizo no solo, além da redução de temperatura perto da superfície.


Como o granizo se forma?


Em termos gerais, o granizo começa a partir da formação de gotas de chuva. Dentro das nuvens do tipo Cumulonimbus (CB), há correntes de ar que levam as gotículas de água para a região mais alta da nuvem e, nesse trajeto, a água congela, ficando pesada e cai em direção à superfície da Terra. Quando o processo ocorre muito rápido, o gelo pode chegar ao solo sem ainda ter derretido na totalidade, como ocorre normalmente.

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