Com a quarta onda da Covid explodindo na Europa, Belém cancela o carnaval


Imagem: Belém Notícias.

O mundo está alarmado desde que a África do Sul informou sobre a variante ômicron. A reação dos países desenvolvidos mostra por que não estamos mais avançados na luta contra a covid-19. Por isso, aquele velho ditado de que “é melhor prevenir do que remediar”, nunca foi atual no que tange combater a quarta onda da COVID-19 e evitar um risco eminente de danos sanitários na capital paraense.

Pois, ainda que a imunização completa da população de Belém tenha chegado a cerca de 80,6% e os números da COVID-19 tenham caído na capital, em algumas cidades do interior paraense, como Vigia, Bragança, Santarém, Marabá, Curuça, Cametá, já cancelaram o carnaval para prevenir uma nova onda de Covid-19.


Em Belém, com o avanço da vacinação na cidade, o Prefeito de Belém (PSOL), chegou a confirmar a realização da festa popular para o ano que vem, pactuado com as agremiações carnavalescas. Porém, a região metropolitana vem registrando aumento de casos de COVID-19, e em outras regiões turísticas, como Oeste paraense.


O temor das autoridades municipais da área de saúde, inclusive com respaldo da Organização Mundial da Saúde (OMS), é de que o surto de contaminações que tomou conta da Europa atinja o Brasil, após as aglomerações típicas da ‘maior festa popular brasileira’. E a experiência recente vivida pelo Brasil e outros países, justifica a preocupação.

No começo de 2021, Belém enfrentou uma segunda e mais agressiva onda de contaminações pelo coronavírus que, segundo especialistas, ocorreu por causa da flexibilização de regras de distanciamento social e pelo relaxamento nos cuidados para evitar a transmissão do vírus.


O prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, já tinha ressaltado que, se for necessário daria um passo atrás, isso será feito. "Estamos falando aqui de um índice elevado de pessoas vacinadas com as duas doses, semana passada eram mais de 80%. Temos autoridade em dizer, responsavelmente, que hoje podemos fazer o carnaval. Atualmente, temos uma pessoa em leito clínico do município e nenhuma em UTI. Mas queremos que vocês estejam abertos a dar um passo atrás, se for necessário", condicionou o prefeito, na reunião, no último dia 25 de novembro.


Desde modo, visando diminuir os impactos de uma nova onda da pandemia da covid-19, o carnaval belenense de 2022 será repensado. Uma nova posição sobre o Carnaval está em debate. Uma equipe está reunida com o prefeito Edmilson Rodrigues (PSOL) para reavaliar a situação epidemiológica, frente ao anúncio da nova variante do coronavírus causador da covid-19, a Ômicron, que pôs em alerta a Organização Mundial da Saúde (OMS).


Segundo com o presidente da ESA, Paulo Roberto, conhecido popularmente como Chico, apesar das incertezas, a preparação para a folia continua. "Essa reunião está confirmada. A ESA representa o grupo especial e a Lipac representa o grupo de acesso e o terceiro grupo. Mas ainda não temos a definição. O que podemos dizer é que as escolas de samba já estão trabalhando para o Carnaval de 2022. Algumas com barracões a todo vapor. Outras começando agora, no fim do ano. Mas ainda tem essa indefinição", comentou.


Ao todo, nove escolas de samba do grupo especial vivem a expectativa para a festa. "A maioria já está adiantada com construção de fantasias e alegorias. Isso graças ao fomento da Prefeitura de Belém, que destinou uma quantia para realizarmos oficinas. Também fomos desencadeando o próximo Carnaval, mesmo sem saber o que vai acontecer", detalhou Chico


Com solicitação à Prefeitura de Belém, a reportagem do Belém Notícias tentou descobrir se já existe algum posicionamento sobre a realização ou não do carnaval 2022, bem como a festa de réveillon deste ano. A administração informou que até o fim do dia fará um pronunciamento oficial sobre o assunto.


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