Confirmados os dois primeiros casos da variante ômicron no Brasil


São Paulo continua a ser a região mais atingida pela pandemia. Foto: Lucas Figueiredo/EPA.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou no final do dia da última terça-feira,30, que Instituto Adolfo Lutz confirmou infecções em homem e mulher vindos da África do Sul, país onde nova variante foi identificada pela primeira vez. Ambos estão em isolamento, assim como seus familiares. O Instituto Adolfo Lutz (IAL), em São Paulo, enfatizou a confirmação dos dois primeiros casos da variante ômicron do coronavírus no Brasil.


A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, também, informou que os pacientes infectados são uma mulher de 37 anos e de homem de 41 anos, que chegaram ao Brasil vindos da África do Sul.


O primeiro caso positivo investigado é de uma passageira de 37 anos, vinda da África do Sul e que desembarcou no aeroporto internacional em Guarulhos, São Paulo, no dia 23. A passageira portava resultado de RT-PCR negativo e ia voltar para o país africano no dia 25 e ia fazer novo teste, acompanhado de seu esposo de 41 anos, também positivado para variante ômicron, para então poder embarcar. Nesse novo teste os dois testaram positivo para a covid-19 e foi feita a comunicação ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) de São Paulo.


Após o resultado positivo, ambos foram orientados a permanecer em isolamento domiciliar. O casal, assim como seus familiares, está sendo monitorado pelas agências de vigilância sanitária municipal e estadual de São Paulo.Imagem: Reprodução/ANVISA.

O laboratório Albert Einstein fez o sequenciamento genético das amostras e notificou a Anvisa sobre os resultados positivos e informou que tratava-se da nova variante.


“Diante da identificação e testagem com resultado positivo para Covid-19, a Rede CIEVS, ligada ao Ministério da Saúde, deve monitorar casos de acordo com o sistema de vigilância vigente no Brasil, para avaliação das condições de saúde e direcionamento dos indivíduos aos serviços de atenção à saúde, bem como para adoção das medidas de prevenção e controle da covid-19”, destacou a Anvisa em nota.


A entrada dos passageiros no país foi anterior à edição da portaria interministerial que proibiu, em caráter temporário, voos com destino ao Brasil que tenham origem ou passagem pela África do Sul.


Vacinação

Ontem, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que a principal resposta contra a variante Ômicron é a vacinação. “Esse contrato assinado com a farmacêutica Pfizer é a prova cabal da programação do Ministério da Saúde para enfrentar não só essa variante Ômicron como as outras que já criaram tanto problema para nós”, completou.


Ele afirmou que o cuidado da vigilância em saúde no país permanece o mesmo adotado desde o começo da pandemia. “É uma variante de preocupação, mas não é uma variante de desespero porque temos um sistema de saúde capaz de nos dar as respostas no caso de uma variante dessa ter uma letalidade um pouco maior. Ninguém sabe ainda”.

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