Conselho municipal de transporte se reúne para discutir reajuste de passagem de ônibus na capital






Na próxima quinta-feira (24), o Conselho Municipal de Transporte de Belém vai discutir as propostas de reajustes das tarifas de ônibus urbanos na capital paraense, foram 18 entidades convocada pela Superintendência de Mobilidade Urbana de Belém (Semob).

Esse debate tomou mais corpo, após o reajuste de 24,9% do óleo diesel nas distribuidoras, anunciado no último dia (10) pela Petrobras. Isso terá um impacto médio de 7,5% no custo das empresas operadoras de transporte coletivo, estima a Associação Nacional das Empresas de Transportes Públicos (NTU), resultado da politica de preços desastrosa do governo Bolsonaro.


Este é segundo reajuste que as empresas de ônibus propõem em um intervalo de seis meses. Em setembro de 2021, o Sindicato das Empresas de Transportes Públicos de Belém (Setransbel) em oficio enviado à Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob), pediu um aumento da passagem de ônibus em Belém dos atuais R$ 3,60 para R$4,87.


Neste novo reajuste as tarifas dos coletivos ficariam em R$ 5,0185, pela Semob, e R$ 5,1261, da SetransBel. O Dieese afirma que ambas as propostas estão bem acima da inflação.


O último reajuste da tarifa de ônibus na região metropolitana de Belém foi em 2019. A gasolina custava R$ 4,268 em média no país em janeiro de 2019, de acordo com os boletins mensais da Agência Nacional de Petróleo (ANP).


O aumento que a Petrobras anunciou está muito acima da inflação, desde o início do governo Bolsonaro, a gasolina e o gás de cozinha subiram cinco vezes mais que a inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no período, enquanto o diesel subiu quatro vezes, informa um levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) seção Fup (Federação Única dos Petroleiros).


Desde janeiro de 2019, a gasolina teve reajuste de 116%, ante uma inflação de 20,6% no período. No gás de cozinha, a alta foi de 100,1% %, e no diesel, de 95,5%, de acordo com dados da Petrobras analisados pelo Dieese.

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