Delegado que investigava Ricardo Salles, perde cargo de chefia na Polícia Federal.


Franco Perazzoni // Ex-ministro Ricardo Salles



O Delegado da Polícia Federal, Franco Perazzoni, foi afastado da investigação que conduzia que tem como um dos alvos o ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.


Com a mudança, o caso sai das mãos do delegado Franco Perazzoni, que conduziu desde o início as investigações sobre crimes como exportação ilegal de madeira e uso de documentos falsos, da operação Akuanduba.


Operação Akuanduba - Em maio, Salles, o presidente afastado do Ibama, Eduardo Bim, e mais nove ocupantes de cargos de confiança no Ibama e no Ministério do Meio Ambiente foram alvo de operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles foi alvo de busca e apreensão na operação deflagrada em maio deste ano, uma ação que apura suspeitas de crimes de corrupção, advocacia administrativa, prevaricação e facilitação de contrabando na exportação ilegal de madeira.


Após um tempo a frente do caso, que teve uma enorme repercussão nacional e internacional, o departamento local da PF, encaminhou um oficio a Polícia Federal do Distrito Federal, alegando que “Não era mais necessária’’ a ajuda do delegado Perazzoni, pois já estava ‘apta’ a prosseguir com o caso da operação Akuanduba , em maio, foi criticada pela cúpula da PF.


Após essa solicitação, o chefe da corporação no Distrito Federal, delegado Victor César Carvalho dos Santos, respondeu em um outro despacho que a justificativa apresentada, não era um motivo aceitável para a troca do delegado à frente do caso. Mesmo assim, o trabalho do delegado foi encerrado pelo superintendente da PF no Pará, Wellington Santiago.


Não é a primeira vez que há mudanças na PF no âmbito das apurações que ocorrem em torno de Salles. Um dia depois de ter apresentado uma notícia-crime contra o ministro no Supremo Tribunal Federal, o delegado Alexandre Saraiva foi tirado do cargo de superintendente da PF no Amazonas.





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