Em meio à crise, paraenses veem na música uma segunda opção de renda


Foto: Reprodução

A crise financeira que assola muitos países, e o Brasil é um deles, tem levado as pessoas a buscarem alternativas para fazer uma renda extra. A música tem sido uma das opções para aqueles que almejam uma segunda profissão.


É o caso do DJ Jotta Emme, que tem se dividido entre a faculdade e a música.


“Antigamente, eu tinha a música apenas como hobby. Comecei muito novo com meu avô que sempre tocava no vinil. Aos dez anos, despertou em mim a vontade de ser DJ. A partir de então, fui aprendendo a tocar nas vitrolas e, depois, no computador. Os anos se passaram e veio a tecnologia do notebook e controladoras de som. Foi desde aí que o hobby deixou de ser hobby e se tornou uma segunda profissão”, conta.


“Com as coisas ficando mais difíceis e o mercado de trabalho mais exigente, decidi entrar na faculdade, para ter uma formação. Nas horas vagas, eu participo de eventos, abertura de festas, entre outros. Além de contribuir muito para a minha experiência, isso ajuda para que eu possa me manter financeiramente. E não importa qual seja o evento. Para cinquenta ou cinco pessoas, o profissionalismo tem que ser o mesmo, pois o público merece sempre o melhor de você”, destaca Jotta Emme, ao acrescentar que também começou a apreender, mais recentemente, sobre edição de vídeos e design gráfico.


Atualmente em 11,2%, segundo dados do IBGE para o trimestre encerrado em fevereiro, a taxa de desemprego no Brasil deve ser uma das maiores do mundo até o final do ano.


Pelo levantamento, o Brasil será a 9ª economia com a pior estimativa de desemprego no ano, de 13,7%. A média global será de 7,7%, enquanto entre os emergentes o nível de desemprego será de 8,7%, segundo o G1, que teve acesso ao ranking da Austin Rating.


Leis Vetadas:


Até quem encontrou na cultura uma segunda chance para se reinventar, também terá desafios bem maiores. Afinal, duas leis de extrema importância para o incentivo e fomentação cultural do Pará.

Bolsonaro veta "Lei Paulo Gustavo" de incentivo à cultura: Projeto aprovado pelo Congresso previa repasse de recursos para amenizar efeitos da pandemia sobre setor cultural.


Aldir Blanc: Bolsonaro veta, integralmente, lei que previa R$ 3 bi ao setor cultural até 2027: O projeto estabelecia que o dinheiro, que deveria ser enviado por meio de uma única parcela a estados e municípios, teria como destino (com a utilização de 80% dos recursos) editais, chamadas públicas, cursos, produções, atividades artísticas que possam ser transmitidas pela internet, entre outros; e o restante (20%) a ações de incentivo direto a programas e projetos que tenham por objetivo democratizar o acesso à cultura e levar produções a periferias e áreas rurais, por exemplo, assim como regiões de povos tradicionais.



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