Está marcado mais uma reunião sobre o aterro sanitário de Marituba



Representantes das prefeituras de Belém, Ananindeua e Marituba deverão se reunir, nesta quinta-feira, 7, para uma rodada de negociação com a empresa Guamá Tratamento de Resíduos, para uma possível renovação do funcionamento do Aterro Sanitário de Marituba.


O ‘lixão de Marituba’, é uma problemática que vem se arrastando sem solução por muitos anos. O lixo que é produzido nos três municípios é levado diariamente ao aterro sanitário localizado em Marituba, que vem causando transtornos à população local há vários anos, e nenhuma das antigas gestões conseguiram resolver esse problema. E o acordo judicial firmado no ano passado estabeleceu o dia 31 de maio como data limite para o fechamento do aterro para recebimento do lixo produzido nas três cidades.


Com a data final batendo na porta, as prefeituras teriam um ano para buscar uma alternativa. O tempo passou e, a um mês do fim do prazo, não há solução. Resta a nova gestão buscar essas soluções, que irá beneficiar a todos.


Desde quando entrou a nova gestão nas prefeituras, está havendo um esforço coletivo dos três municípios para que essa problemática seja resolvida. A primeira reunião aconteceu no dia 12 de fevereiro, e o prefeito Edmilson Rodrigues afirmou que é importante abrir um canal de diálogo, ouvir a população, apesar do tema tratado ser complexo. Porém, ele acredita que é necessário discutir o destino e o tratamento dos resíduos sólidos e viabilizar uma solução duradoura. Nesta sexta, 30, teve uma segunda reunião, e foi mediada pelo desembargador Luiz Gonzaga da Costa Neto.


Lixão do Aurá

O Aterro Sanitário do Aurá foi criado em 1990 e fechado em 2015 após a Prefeitura de Belém assinar um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), já que o espaço não cumpria as normas previstas na Lei de Resíduos Sólidos, decretada em 2010.


O local fica localizado no bairro com o mesmo nome na cidade de Ananindeua, na região metropolitana de Belém. O "lixão" foi fechado pois o espaço esgotou sua capacidade de receber lixo e contaminava o meio ambiente, além de trazer riscos à saúde pública e à bacia hidrográfica da região.


Na época, trabalhadores que atuavam como catadores no local protestaram contra os impactos sociais do fechamento do espaço.

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