Falta de Políticas Públicas e desmatamento contribuem para o aumento de casos de malária no Pará

Sespa alerta para as duas regiões que apresentaram um aumento nos casos de malária

Foto: Reprodução

A malária é uma doença causada por quatro diferentes tipos de protozoários do gênero plasmodium. Deles, três estão ativos no Brasil (o plasmodium vivax, o plasmodium falciparum e o plasmódio malarin) e podem transmitir a doença tanto para as pessoas que vivem aqui como para quem está visitando o país.


A transmissão pode ocorrer de duas formas: por meio da picada de um mosquito que esteja infectado com o protozoário ou pelo uso incorreto e compartilhamento de agulhas e instrumentos cortantes.


A Secretaria de Saúde do Pará (Sespa) divulgou um levantamento acerca dos casos de Malária, no estado. Ao todo, 500 casos foram confirmados, e até o momento, nenhum óbito, decorrente da doença. O foco dos agentes de saúde, seguem nas cidades de Jacareacanga e Itaituba, região do Marajó e do Baixo Tocantins, respectivamente, visto que as duas, concentram 63% dos casos registrados, hoje, no Pará.


A imensa dificuldade de acesso dos agentes de saúde, as regiões, como também, a migração da população e os conflitos ocasionados pelos garimpos, são os fatores principais, que acabam surgindo, e dificultam o controle da doença, nas cidades. Segundo a Sespa, em 2021 foram verificados 19.232 casos e 02 óbitos ocasionados pela doença. Já em 2020, foram registrados 24.535 casos e 04 óbitos.


A malária, como diversas outras doenças, com o passar dos anos, passam a ser negligenciadas pela população, segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Por conta disso, as doenças causadas por agentes infecciosos ou parasitas acabam se tornando endêmicas principalmente nas populações de baixa renda. A falta dos cuidados básicos de higiene, como também a dificuldade de acesso, das equipes de saúde locais, as regiões, impactam no aumento dos casos, no país. Em 2020, no Brasil, a taxa de mortalidade para malária subiu 82,55%, apesar da queda de 29,3% nas internações. A leishmaniose visceral e a leptospirose também registraram aumento de mortalidade de 32,64% e 38,98%, respectivamente.

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