Gama, Delta e ômicron: entenda as diferenças entre as variantes de covid-19


Imagem: Reprodução.

O mundo encerra o segundo ano de pandemia de covid-19 com mais incertezas sobre o fim da crise sanitária. Apesar mais de 50% da população global ter sido vacinada com pelo menos uma dose, a distribuição dos imunizantes ainda é muito desigual. Isso, somado à escassez de medidas de isolamento social, criou o ambiente para o surgimento de novas variantes do vírus sars-cov2.


Em 2021, a Organização Mundial da Saúde declarou três cepas como "variantes de preocupação", determinadas a partir do aumento da gravidade, transmissibilidade, redução da resposta imunológica e mudanças na estrutura genética do vírus: a gama, a delta e a ômicron.


Desde 2019, a pandemia de covid-19 gerou 273.900.334 contágios e 5.351.812 mortes, segundo a OMS. Somente no Brasil, houve um salto de 7.698.862 casos e 195.441 mil mortes, em 1º de janeiro, para 22.215.856 contágios e 617.873 óbitos confirmados até dia 20 de dezembro - um aumento de 14,5 milhões de infecções e 422 mil falecidos.


Gama


A primeira foi a variante gama (P.1), identificada em novembro de 2020 no Brasil e classificada como variante de preocupação pela OMS em janeiro de 2021.


O surgimento da nova cepa representou a segunda onda de contágios no Brasil e em países vizinhos como Venezuela, Bolívia, Peru e Paraguai. Em março, a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Carissa Etienne chegou a considerar o Brasil uma ameaça para a região. Na época, o país tinha uma média de nove pessoas mortas por covid-19 a cada 10 minutos.


Por conta do surto da variante P1 no Norte do país, Manaus viveu a maior crise de escassez de oxigênio hospitalar -- situação denunciada como crime de responsabilidade do Governo Federal no relatório final da CPI da covid-19.


A variante gama era mais grave por sua maior capacidade de transmissão e reinfecção, além da capacidade de neutralizar e escapar da atividade dos anticorpos circulantes.

Os principais sintomas da variante são febre, tosse, dor de garganta, falta de ar, diarreia, vômito, dor no corpo, cansaço e fadiga, segundo o Instituto Butantan.


Delta


A delta (B.1.617.2) foi identificada em outubro de 2020 na Índia e considerada variante de preocupação em maio de 2021 pela OMS.


Com oito mutações na proteína S (spike) - que conecta o vírus às células - a delta é até 50% mais contagiosa que a cepa original do vírus. Além disso, é capaz de driblar a resposta imune de algumas vacinas que se baseiam no princípio de RNA mensageiro, como as fórmulas da Pfizer e Moderna. Por isso, rapidamente tornou-se predominante no Brasil e no mundo


Os principais sintomas são coriza, dor de cabeça, espirros, dor de garganta, tosse persistente e febre, também de acordo com o Butantan.


Ômicron


A última cepa identificada do vírus possui cerca de 50 alterações no padrão genético - o maior número já identificado -, sendo 32 mutações na proteína S, o que fez com que em apenas duas semanas do seu reconhecimento, a OMS a declarasse como variante de preocupação.

"Existem agora evidências consistentes de que a ômicron está se espalhando significativamente mais rápido do que a variante delta. E é mais provável que as pessoas vacinadas ou recuperadas do covid-19 possam ser infectadas ou reinfectadas", disse a OMS em coletiva de imprensa na última segunda-feira (20).


Em menos de um mês, a ômicron tornou-se a cepa predominante no Reino Unido e nos Estados Unidos. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, 73% dos novos contágios em nível nacional são da ômicron.

Os sintomas mais comuns seriam cansaço extremo, dores no corpo, dor de cabeça e dor de garganta.

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