Guerreiro e goleador: Relembre a história de Aru, atacante do Gavião Kyikatejê


Foto: Ricardo Lima / Futura Press

Paulo Aritana Sompre, conhecido como Aru, tinha 31 anos, quando deixou os gramados deste plano. Ele era um dos líderes do Gavião Kyikatejê – nome do clube e da aldeia que fica no município de Bom Jesus do Tocantins, distante cerca de 450 quilômetros da capital Belém.


Aru ficou conhecido ao defender o Gavião Kyikatejê, primeiro clube indígena do país e por sua grande habilidade com a bola.


O time se tornou profissional em 2009 e em 2014 chegou à elite do Campeonato Paraense, tendo o atacante como destaque, ao marcar 10 gols na temporada. E o primeiro gol da equipe indígena na elite do futebol paraense, foi marcado por ele mesmo, Aru, no dia 12 de janeiro de 2014, diante do Paysandu.



Foto: Ricardo Lima / Futura Press

Aru, encarava cada partida como uma guerra. Ele estava sempre pintado com as cores preto e vermelho. O preto de guerra e o vermelho de força e vontade, como ele mesmo havia explicado por diversas vezes.





Equipes:


O atacante ainda passou por Palmas-TO, Imperatriz e Parauapebas-PA antes de retornar ao time indígena em 2016.


Sua partida:


Aru nos deixou após sofrer um acidente automobilístico, enquanto retornava de Marabá para a aldeia em Bom Jesus do Tocantins, onde aconteceria os jogos indígenas daquele ano. Seu carro colidiu com um caminhão na BR-222.


Aru é visto como uma das grandes referências do povo Gavião Kyikatejê, pois honrou a cultura e ancestralidade indígena, na qual fazia questão de mostrar por onde passava na sua carreira de jogador de futebol.


Hoje o Kyikatejê disputa a Segunda Divisão estadual.



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