Invasão da Ucrânia chega ao seu oitavo dia de bombardeio. Veja o que aconteceu até hoje!


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Estamos vivenciando a Guerra da Ucrânia que entrou já, nesta quarta-feira (2), no seu oitavo dia de bombardeio. É já considerado um dos maiores ataques de um país contra o outro desde a Segunda Guerra Mundial, há 80 anos.


Enquanto isso, cerca de meio milhão de refugiados fugiram da Ucrânia e, na Rússia, pesadas sanções começaram a afetar o país.


Acompanhe o que já acontece até hoje!


O ataque

  • Vladimir Putin autorizou o início da operação às 5h de quinta-feira (24), zero hora de Brasília.

  • O ataque foi simultâneo por terra, ar e mar e contra diferentes cidades.

  • Ao longo da quinta-feira, enquanto bases militares eram destruídas, tropas avançavam no território ucraniano por praticamente todos os lados.

  • Pelo Norte da Ucrânia, militares russos rapidamente tomaram Chernobyl.

  • Na sexta-feira (25) pela manhã, em paralelo a mais bombardeios, o efetivo russo começou a se aproximar da capital, Kiev.

  • No sábado (26), um prédio residencial de Kiev foi atingido por mísseis.

  • A Rússia estabeleceu linhas de ataques em três grandes cidades, Kiev, Carcóvia e Kherson, mas tropas ucranianas resistem aos russos nesses três locais.

  • Uma agência de notícias russa disse que forças do país capturaram a cidade de Melitopol.

  • No domingo (27), veículos de tropas russas foram vistos nas ruas de Kharkiv, a segunda maior cidade ucraniana.

  • Ainda no domingo, Vladimir Putin deu ordem para que o comando militar de seu país coloque as armas nucleares de represália em posição de alerta grave.

  • Na segunda-feira (28), o prefeito de Kharkiv (segunda maior cidade do país), Igor Terekhov, afirmou que os russos atacaram um bairro residencial e mataram pelo menos 9 pessoas — sendo que 5 eram de uma mesma família, que morreu em um carro.

  • Ainda na segunda, imagens de satélite mostram que forças terrestres russas continuam se aproximando da capital da Ucrânia.

  • Na terça (1º), um míssil atingiu o prédio do governo de Kharkiv. Um vídeo mostra uma grande bola de fogo que envolve carros que estavam no local. Segundo o jornal "The New York Times", o ataque deixou 7 mortos e 24 feridos.

  • Também na terça, um míssil russo atingiu uma torre de televisão de Kiev e deixou cinco mortos. O Ministério do Interior ucraniano informou que o ataque provocou a interrupção da transmissão de canais de TV.


A defesa

  • O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirma ser o alvo número um da ofensiva russa e diz que nem sua família está a salvo. Mas uma agência russa informou que ele está disposto a negociar.

  • A TV ucraniana chegou a ensinar como fazer coquetéis-molotov para que civis revidassem a invasão por terra.

  • O governo ucraniano alega ter derrubado algumas aeronaves de Moscou.

  • Zelensky disse que a Ucrânia não vai baixar as armas.

  • Neste domingo, Zelensky afirmou que vai enviar uma delegação para negociar com os russos sem pré-condições.

  • Nesta segunda (28), Delegações da Ucrânia e da Rússia se reuniram em Belarus pela primeira vez para negociar um cessar-fogo. O encontro terminou com o anúncio de que haveria uma segunda rodada de negociação.

  • Nesta terça (1º), Dmytro Kuleba, ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, pediu à comunidade internacional o isolamento completo da Rússia depois dos ataques em Kharkiv.

  • Ainda nesta terça, Zelensky fez um apelo à União Europeia pedindo para que membros do bloco provem que estão do lado dos ucranianos no conflito com a Rússia . Ele foi muito aplaudido ao fim de seu discurso.


Os mortos

  • As informações ainda são desencontradas.

  • O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, informou que ao menos 137 cidadãos ucranianos morreram após os primeiros ataques russos no país. Ainda de acordo com o líder ucraniano, outras 316 pessoas ficaram feridas nos combates.

  • Nesta terça-feira (1º), a Organização das Nações Unidas (ONU) informou que há 136 civis mortos. Além dessas perdas, há 400 feridos.

  • Seguindo a embaixada da Ucrânia no Brasil, tropas de Kiev abateram sete aviões, seis helicópteros, mais de 30 tanques e 130 veículos blindados, com 800 soldados russos mortos. A Rússia não tinha informado o número de baixas.

  • A vice-ministro de Defesa ucraniana, Hanna Malyar, diz que dados preliminares apontam que as forças russas perderam cerca de 4.300 militares na invasão da Ucrânia. Os russos também teriam perdido 146 tanques, 27 aviões e 26 helicópteros.


As reações

  • Potências do Ocidente condenaram a invasão e anunciaram restrições econômicas contra o governo Putin e oligarcas russos.

  • O presidente norte-americano Joe Biden, no entanto, descartou enviar tropas para lutar na Ucrânia.

  • Uma das medidas extremas consideradas é expulsar a Rússia do sistema de pagamentos Swift.

  • Estados Unidos, União Europeia e Reino Unido anunciaram sanções contra Putin.

  • A Rússia usou seu poder de veto e barrou a resolução do Conselho de Segurança da ONU que serviria para condenar a invasão da Ucrânia. Brasil votou a favor; China, Emirados Árabes e Índia se abstiveram.

  • No domingo (27), o Conselho de Segurança aprovou reunião de emergência da Assembleia Geral da ONU.

  • Na sessão extraordinária da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) nesta segunda-feira (28), o Brasil reforçou a posição do país contra a Guerra na Ucrânia.

  • Nesta terça (1º), mais de 100 diplomatas organizaram um boicote e deixaram a sala onde estava sendo realizada a Conferência sobre o Desarmamento da ONU, em Genebra, na Suíça, durante a fala do ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov.

  • Ainda nesta terça, o ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, telefonou para seu homólogo ucraniano, Dmytro Kuleba, e pediu uma resolução do conflito por meio de negociação - anunciou a imprensa estatal, mostrando o esforço de Pequim de manter um certo equilíbrio diplomático. Essa foi a primeira ligação divulgada entre os representantes dos dois países em seis dias de guerra na Ucrânia.


As razões do conflito

Em seu discurso, Putin disse ter ordenado “uma operação militar especial” para proteger as pessoas, incluindo cidadãos russos, sujeitas a “genocídio” na Ucrânia — uma acusação que o Ocidente chama de propaganda infundada.


“E por isso lutaremos pela desmilitarização e desnazificação da Ucrânia”, disse Putin.

Putin, depois de se referir mais cedo em seu discurso ao poderoso arsenal nuclear russo, advertiu: “Quem tentar nos impedir deve saber que a resposta da Rússia será imediata. E isso vai levá-lo a tais consequências que você nunca encontrou em sua história.”


Presidente Putin anuncia ofensiva militar em pronunciamento televisionado; ele instou os soldados ucranianos a se renderem e voltarem para casa — do contrário, a própria Ucrânia seria culpada pelo derramamento de sangue, e acrescentou que o conflito entre as forças russas e ucranianas são 'inevitáveis' e 'apenas uma questão de tempo'.


A reação ucraniana

O presidente Volodymyr Zelensky ordenou na quinta-feira uma mobilização geral “para garantir a defesa do Estado”.


Zelensky pediu aos ucranianos que defendessem seu país e disse que armas seriam dadas a qualquer um preparado para lutar.


“O que ouvimos hoje não são apenas explosões de mísseis, combates e o barulho das aeronaves. Este é o som de uma nova Cortina de Ferro, que desceu e está fechando a Rússia do mundo civilizado”, disse Zelensky.


Nação democrática de 44 milhões de pessoas, a Ucrânia é o maior país da Europa por área depois da própria Rússia. O país votou pela independência no outono da União Soviética e recentemente intensificou os esforços para se juntar à OTAN e à União Europeia, aspirações que enfurecem Moscou.


Putin, que negou durante meses que planejava uma invasão, chamou a Ucrânia de uma construção artificial esculpida da Rússia por seus inimigos - uma caracterização que os ucranianos vêem como uma tentativa de apagar sua história de mais de 1.000 anos.


Enquanto no Leste da Ucrânia muitos falem falam russo como língua nativa, praticamente todos se identificam como ucranianos.


Houve também alguma dissidência na Rússia. A polícia deteve mais de 1.600 pessoas participando de comícios antiguerra em 53 cidades e as autoridades ameaçaram bloquear relatos da mídia portando "informações falsas".


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