Justiça italiana condena Robinho a nove anos de prisão por estupro coletivo


Crédito: Pedro Vilela/Getty Images

A Corte de Cassação de Roma, última instância da justiça italiana, rejeitou o recurso apresentado pelo atacante Robinho e por Ricardo Falco, amigo do jogador, e confirmou a condenação dos dois a nove anos de prisão por violência sexual de grupo cometida contra uma mulher albanesa numa boate de Milão, em 2013.


A sentença é definitiva, não cabe mais recurso, e a execução da pena é imediata. Com a condenação, a justiça italiana poderá pedir a extradição de Robinho e Falco, mas dificilmente eles serão mandados para a Itália, pois a constituição brasileira veta a extradição de brasileiros. Desta forma, a Itália poderá pedir que eles cumpram as penas de prisão em uma penitenciária brasileiras.


O julgamento durou apenas meia hora e contou com um colegiado formado por cinco juízes homens e uma mulher.


Ao deixar o tribunal, o advogado que representa o jogador, Alexsander Guttieres, afirmou para os jornalistas presentes que o processo apresentava falhas, sem especificar ou entrar em detalhes sobre quais seriam. A vítima esteve no local.


Relembre o caso:


O crime ocorreu no ano de 2013, na boate Sio Caffé, em Milão, na época em que o jogador atuava pelo Milan. Além do atleta, outros quatro brasileiros foram acusados de estuprar uma moça de origem albanesa na ocasião.


O ocorrido voltou à tona no fim de 2020, quando o jogador foi anunciado pelo Santos em outubro. A repercussão da contratação, no entanto, foi a pior possível. Torcedores do Peixe e de outras equipes condenaram a diretoria e o atleta pela contratação.


Como reação, passaram a cobrar os patrocinadores do clube sobre a chegada de uma pessoa condenada pelo crime bárbaro. As empresas começaram a pressionar a equipe Alvinegra da Vila Belmiro sobre a decisão.


No entanto, com o assunto em alta, detalhes do processo surgiram na mídia. Entre eles, áudios de uma conversa de Robinho com outro acusado. O jogador debocha da vítima relembrando que ela estava completamente bêbada. Em determinado momento, ele assume que tentou fazer sexo oral com a mulher, mas afirma que isso “não significa transar”.


Com a desistência de patrocinadores e o impacto financeiro iminente, o Peixe recuou e desistiu da contratação.


Dois meses depois, Robinho foi condenado em 2ª instância. A decisão fez com que a atual gestão do Santos, que não foi responsável pela contratação do jogador, pedisse a rescisão do contrato que estava suspenso.

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