No Carnaval de Cametá tem opções para todos os gostos


Foto: Divulgação

É carnaval, mas em decorrência da pandemia do novo coronavírus esse ano assim como os anos anteriores será diferente. As prefeituras municipais não vão arcar com os grandes carnavais por causa da proteção da covid-19. No entanto não ter os grandes blocos não quer dizer não lembrar ou falar deles, e como boa lembrança, vamos de Bloco, o ‘’Fofó dos Pretinhos’’, ‘’Fofó dos cabeçudos’’, mas antes entenda como se deu a história dos fofós.


Segundo o livro ‘’Fofós de Cametá’’ que relata a história do surgimento dos Fofós. Os relatos de um dos interlocutores do livro José Móia Mocbel, afirma que as pessoas que queriam participar do carnaval iam para o mato e saiam arrumados de Fofos com rosto coberto e pintados, o motivo segundo o interlocutor era pela cidade ser pequena, e as fantasias era pra que não os reconhecessem uns aos outros e no percorrer pouco se falava, e para falar era necessário mudar a voz, e por esses motivos quando as pessoas os viam chamavam de fofo, que significa pessoas sujas.


O palpite dos mais velhos é de que os fofos começaram a aparecem nas quadras carnavalesca em 1930, de onde não saiu mais. Com o passar dos anos muitos blocos deixaram de existir e muitos outros surgiram, como forma de manter a tradição cultural do carnaval da cidade.


Hoje Cametá com sua população de 139.364 possui muitos Fofós, entre eles um bastante famoso e que chama a atenção por onde passa é o ‘’Fofó dos pretinhos’’. Como o próprio nome já diz, todos se pintam de tinta preta feita de carvão e uma grande multidão sai às ruas para se divertir. O bloco tradicional na cidade foi criado por grupos de amigos que se sentavam para animar os dias nas ruas da cidade.


Uma grande atração carnavalesca em Cametá é o carnaval das águas bastante atrativo na região, o carnaval das águas de tão bom que é, foi documentado na Netflix. Esse carnaval cametaense que chama bastante atenção teve seu surgimento a 142 anos na região das ilhas da cidade de Cametá, e desde então se tornou uma das festas culturais mais bem atrativa da região, provando que para pular carnaval não existe empecilhos, seja de barco ou em terra firme.


A cidade de Cametá tem um dos carnavais mais tradicionais do Brasil


Cametá tem uma cultura grandiosa, inúmeras realizações carnavalescas de encher os olhos de qualquer turista que visita a cidade nessa época festiva do ano.


O período do carnaval não se resume a apenas festas e diversão, pra milhares de pessoas significa renda e dinheiro e muitos empregos e sobretudo pra quem mora em Cametá.

Com o surgimento da nova variante da Covid-19, ômicron no final do ano passado vários prefeitos decidiram por cancelar as festas do carnaval.


Cametá foi umas das cidades que o prefeito Victor Cassiano (MDB) decidiu através de um decreto municipal suspender a folia na cidade.


Tal atitude do prefeito de Cametá gerou indignação de comerciantes locais donos de blocos de rua e barraqueiros que espera muito por essa época do ano pra faturar uma grana a mais.


A redação do Belém Notícias conversou com o diretor do departamento de cultura da Prefeitura de Cametá Dmitryus Braga, que esclareceu a nossa reportagem os prejuízos culturais e econômicos que a não realização do carnaval na cidade traz pra cidade nessa época do ano.


Segundo Dmitryus Os prejuízos envolvem toda a cadeia produtiva que realiza o maior evento cultural da cidade de Cametá. milhares postos de trabalho deixaram de ser criados, muitos deles empregos formais na modalidade temporária. Isto é, ocupações de profissionais para atuar em bares, restaurantes e serviços de hotelaria com registro em carteira durante os cinco dias de festas na cidade.


Ainda de acordo com Dmitryus o cancelamento do carnaval, contudo, atinge duplamente os trabalhadores do setor cultural formal, envolvidos na produção e até na oferta de serviços, aos informais, como vendedores ambulantes, os catadores de material reciclável que têm um acréscimo na renda significativo durante os dias de festa.


“Cametá tem uma história e uma tradição muito forte no carnaval não só do estado do Pará mais do brasil, tanto é verdade que turistas vem da capital do estado Belém curtir a folia na cidade, e o fato de a cidade não realizar o carnaval de rua tradicional por conta da pandemia de covid19 é uma tragedia cultural e socioeconômica’’ concluiu o diretor de cultura.

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