O inverno amazônico causa transtorno com alagamentos na Grande Belém


O Pará vive o chamado inverno amazônico. Em algumas regiões, o Governo do Estado chegou a estabelecer estado de emergência por conta das fortes chuvas. Em Belém, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan), vem realizando serviços emergenciais desde dezembro, quando a nova gestão assumiu a capital paraense.


Para combater os alagamentos, a Prefeitura de Belém realizou operações emergenciais em mais de 100 dias de trabalho, com serviços de limpeza e dragagem em todos os 65 canais existentes na cidade. Com a Operação Tapa-Buraco, quase 4 mil toneladas de asfalto foram utilizadas e 56.531 metros quadrados de áreas beneficiadas.


Além disso, foram implantados 16 roteiros de coleta programada de entulho e coletadas 98 mil toneladas de lixo domiciliar. A limpeza de 972 caixas de poços de visita e 1.895 bocas de lobo também estiveram entre os serviços prestados pela Sesan. Até o fim do mês de abril, foram retiradas mais de 154 mil toneladas de lixo e entulhos de ruas, bueiros e canais.


Belém não recebia uma faxina como essa há quase 17 anos nas gestões passadas de Zenaldo Coutinho e Duciomar Costa. Canais transbordando e ruas alagadas, causando transtornos à população, faziam parte da dura realidade dos belenenses até alguns meses atrás. O abandono de quase 17 anos dos gestores passados, somada a falta de consciência da população, que joga lixo na rua de maneira inadequada, agrava a histórica problemática dos alagamentos na Região Metropolitana de Belém.


Projetos de conscientização ambiental e formas adequadas de tratar o lixo e resíduos têm sido pensado pela Sesan e também pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), tudo para tentar fazer com que a população cuide melhor de sua cidade.

foto: Maycon Nunes


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