O novo Ensino Médio e o Movimento Contrário


Foto: Reprodução - Redes Sociais

A nova reforma do ensino médio que já entra em vigor no ano letivo de 2022 foi aprovada em 2017 ainda no governo do Michel Temer sobre a lei (13.415/2017) que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB nº 9394/96) e toda a estrutura do ensino médio.


Uma das principais alteração está na educação regular que agora será integral, o que significa que a carga horária passará de 800 horas para 1.000 horas anuais. O objetivo do MEC (Ministro da Educação) é que as horas do ensino passa chegar até 1.400 horas.


O currículo tem a obrigatoriedade de 60% das disciplinas ofertadas pela BNCC (Base Nacional Curricular Comum), os 40% restante seguirá um novo modelo o chamado itinerário formativo, os alunos escolherão em cinco áreas do conhecimento escolar que deseje aprofundar seu conhecimento no período do ensino médio.


Além dessa mudança drástica a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), e a PNLD (Plano Nacional do Livros Didáticos e Material Didático), não poderão ter temas considerados como ideológicos pelo governo federal. E segundo o MEC (Ministério da Educação), o novo ensino médio já valido será implementado nas escolas públicas e privada do país.


Movimento contrário:


A reforma do ensino médio foi pautada em 2016 no governo de Michel Temer (MDB), que tinha como foco formar os alunos voltados para enganar no mercado de trabalho. Mas a grande discursão dos movimentos contrários defendiam a falta de acesso de todos os estudantes do país a uma educação básica de qualidade, não havendo necessidade de fazer uma reforma, pois ela não beneficia os estudantes, ao contrário, tira a obrigatoriedade de algumas disciplinas tida como importantes.


Para a professora Elenira Vilela, do Instituto Federal de Educação (IFSC) em São José/SC e dirigente da Seção Sindical do IFSC (Sinasefe/SC), em entrevista ao ‘Catarinas’, a professora pontua que o principal impacto da reforma está no desmantelamento do ensino médio que já tem seus problemas. Afirma que o sistema educacional já é falho e o ensino médio é a etapa mais precária e secundarizada em termos de importância e estruturação da educação básica brasileira. Este deveria ser o nível de aprofundamento dos conhecimentos científicos dos estudantes, da ampliação dos horizontes, da apropriação do saber, do estudo das artes e da literatura, das grandes descobertas e do pensar criticamente a sociedade e a história.


A não obrigatoriedade das cinco áreas do conhecimento assusta os intelectuais e professores que defendem a educação do país, que já via o sistema como falho em sua aplicação, seja investimento na educação ou mesmo na qualidade de vida dos alunos e professores nas escolas.

Segundo ao portal Escola Politécnica de Saúde São Joaquim argumentou que a solução para a educação não seria mudança no ensino médio, e sim maiores investimentos na educação, o novo ensino médio é uma forma de naturalizar as desigualdades sociais já existente. ‘’Organizar a educação a partir dos “interesses” dos jovens pode parecer uma forma de respeitar a liberdade de cada um, mas não é: significa naturalizar a desigualdade social que afeta a nossa juventude, reproduzindo-a para dentro da escola’’, afirmou.


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