Pará tem seu primeiro caso suspeito da doença da “urina preta”


A doença de Haff, nome cientifico da “urina preta”. O nome é atribuído devido a síndrome de rabdomiólise, que ocorre a destruição das fibras do corpo (tecido muscular esquelético). Os sintomas são acompanhados de: fraqueza muscular, mialgias e urina marrom-avermelhada.


No Pará, ainda não há casos confirmados, apenas um suspeito, o do mototaxista Genivaldo Cardoso de Azevedo, 55, que morreu ontem, (7), no Hospital Municipal de Santarém. Segundo a direção do Hospital, o paciente apresentava os mesmos sintomas da doença de Haff.


Familiares de Genivaldo informaram que ele havia consumido peixe no último domingo, (5), no mesmo dia, o mototaxista começou a apresentar alguns, foi levado ao Hospital, foi medicado e liberado em seguida. Já na segunda, (6), o estado de Genivaldo se agravou mais, ele retornou ao Hospital, onde ficou internado e veio a óbito no dia (7).


Você sabe quais são os sintomas? O BN te diz.


Ocorre extrema rigidez muscular de forma repentina, dores musculares, dor torácica, dificuldade para respirar, dormência, perda de força em todo o corpo e urina cor de café, pois o rim tenta limpar as impurezas, o que causa uma lesão na musculatura. A doença causa muitas dores musculares, lembrando a dengue, porém sem febre.

Os sintomas costumam aparecer entre 2 e 24 horas após o consumo dos peixes ou crustáceos.


Tratamento:


A hidratação é fundamental nas horas seguintes ao aparecimento dos sintomas, uma vez que assim é possível diminuir a concentração da toxina no sangue, o que favorece sua eliminação através da urina. Nos casos graves, pode ser necessário fazer hemodiálise.


Recomendação:


Ao sentir dores musculares e apresentar urina escura após o consumo de peixes ou crustáceos, deve-se procurar imediatamente uma unidade de saúde.




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