PF prende suspeito de mandar matar Dom e Bruno


Foto: Reprodução PF

O homem apontado como possível mandante do assassinato de Bruno Pereira e de Dom Phillips na Amazônia foi preso na noite desta quinta-feira (07). O peruano Rubens Villar Coelho, conhecido como ‘Colômbia’, foi preso por uso de documento falso em Tabatinga (AM). A informação de sua prisão foi confirmada pela Superintendência da Polícia Federal em Manaus.


Rubens Villar aparece em várias investigações, ele é apontado como o maior financiador da pesca ilegal da região do Vale do Javarí, local onde Bruno e Dom foram assassinados. Ainda segundo a PF, “Colômbia” também tem envolvimento com tráfico de drogas daquela região.


Como ele foi preso portando documentos falsos, não será permitido o pagamento de fiança, fazendo com que “Colômbia” fique preso.


Assassinato de Phillips e Pereira


Phillips, de 57 anos, e Pereira, de 41, desapareceram em 5 de junho numa região remota da Amazônia, onde avançaram nos últimos anos a mineração, a pesca e a extração de madeira ilegais, bem como o tráfico de drogas. Dez dias depois, um pescador, Amarildo da Costa de Oliveira, suspeito de participar do crime, confessou os assassinatos e indicou onde estavam os corpos das vítimas, que teriam sido mortas a tiros, depois esquartejadas, queimadas e enterradas.


No entanto, as investigações sobre o caso continuam incluindo a busca pelo real motivo, as circunstâncias dos homicídios, se houve algum mandante, além de mais pessoas envolvidas.


A União das Organizações Indígenas do Vale do Javari (Univaja), que deu início às buscas pela dupla no mesmo dia em que Phillips e Pereira foram vistos com vida pela última vez, classificou os assassinatos de "crime político" e alertou que os suspeitos presos pelos assassinatos "fazem parte de um grupo maior".


Phillips estava na região recolhendo material para um livro que escrevia sobre preservação da Amazônia. Já Pereira, atualmente licenciado, era um dos funcionários mais experientes da Funai em atuação no Vale do Javari. Ele supervisionou o escritório regional da entidade e a coordenação de grupos indígenas isolados antes de sair de licença.



*Com informações de Terra e Estadão.*

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