Plano diretor: Imprensa de Belém mostra a parcialidade em assumir o apoio a mudança criminosa do PLC


Em uma reportagem feita pelo jornal O Liberal, na edição do dia 22 (Domingo), foi a abordado o assunto que está permeando a Câmara Municipal de Belém, e tirando o sono da sociedade belenense, a alteração no O Plano Diretor de Belém, mais especificamente o Projeto de Lei complementar 01/2020 (PLC). E Belém corre risco social e ambiental com esse projeto de lei especulativo.

Foto: Reprodução Blog Sávio Barbosa - Vereador Zeca Pirão

O Projeto que tenta fazer a mudança no Plano Diretor, foi encomendado pelo mercado imobiliário, que pretende passar por cima de consulta pública sobre matéria ambiental urbanística. Essa tentativa criminosa de se apropriar de áreas preservadas, utilizando a máquina pública e a Câmara dos Vereadores para construção de atacados e outros empreendimentos em área verde de Belém é do vereador Zeca Pirão (MDB) e apoiado pelo vereador Mauro Freitas (PSDB), que nos últimos anos foi acusado de agressões e até mesmo racismo dentro da Câmara dos Vereadores.


A reportagem do jornal O Liberal, que claramente só ouviu o vereador Zeca Pirão, porque já está acontecendo manifestação popular, com a apoio de vereadores da capital, justamente contra a retirada do veto, pois já no ano passado, quando Mauro Freitas apresentou esse projeto, o ex-prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, sob pressão popular, foi forçado a vetar, o naquele momento já era absurda a ideia de abrir a orla e os espaços ambientais da cidade para empreendimentos atacadistas ou a construção de projetos que não atendem a toda população do entorno, nem geral com esse PLC só piorou.


Pontos não abordados


Ainda na reportagem, não pontuou os males que o PLC pode ocasionar para toda sociedade, que libera grande construções e atacadões na orla de Belém representa um perigo na questão social que ali já existe:


1. Abrindo assim um precedente perigoso para a especulação imobiliária, o aumento do custo de vida para essas pessoas que moram no centro e assim, o deslocamento para áreas distantes do centro comercial.


2. Existe o impacto econômico e ambiental. Isso implica na questão do aumento de tráfego dessas áreas, que ocorrerá o fenômeno conhecido como deseconomia: os produtos ficam mais caros, pois há uma adição com o tempo de viagem, que seria toda logística da viagem, o tempo e mais já contando com engarrafamentos, menos viagens no mesmo intervalo de tempo, etc. Na questão ambiental teremos menos corredores de vento, maior área impermeabilizada, menor cobertura vegetal, aumento do calor.


3. Não há modelo de cidade no mundo que priorize construções em sua orla marítima ou fluvial e seja referência.


Aí o que o vereador sustenta o PLC, é a geração de emprego e modernização da capital, no entanto quando falamos em um empreendimento que empregará centenas de pessoas soa muito sedutor, mas ninguém contabiliza os pequenos empreendimentos que funcionam ao redor e que deverão ser fechados com encerramento daquelas vagas que empregam dez vezes mais no bairro ou região. E sim, precisa-se gerar emprego, mas nesse caso, há outra opção, sempre há, vender a orla para a especulação imobiliária, com esse discurso que nos remete ao mesmo discurso de quando foi “modernizada” a Doca, não funcionou como era pregado.

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