Prefeito anuncia que vai revitalizar e transformar o chapéu do barata em biblioteca


Prefeito Edmilson visitando o Chapéu do Barata - Foto: Produção BN

O Memorial Magalhães Barata, também conhecido popularmente como “Chapéu do Barata”, na praça da Leitura, bairro de São Brás, em Belém, nos últimos 16 anos tornou-se um monumento completamente abandonado e sucateado, símbolo do descaso com o patrimônio público municipal.


O Chapéu do Barata era um dos pontos turísticos de Belém, no entanto, virou sinônimo de sujeira, lixo e assaltos nas gestões de Duciomar Costa e Zenaldo Coutinho.


No local, a Biblioteca Meirevaldo Paiva, já teve vida literária ainda na gestão de Edmilson e está abandonado desde 2005. A ideia é que o espaço volte a ser uma biblioteca pública.


"Quando fui prefeito esse espaço saiu do abandono e foi transformado em uma biblioteca, uma espécie de infocentro. Em 2005 esse local foi abandonado, o acervo da Segep foi colocado em arquivo e muita coisa se perdeu. Em breve, um grupo de arquitetos fará o projeto de reforma e reinstalaremos a biblioteca com acesso grátis ao wi-fi", anunciou o prefeito Edmilson Rodrigues.

O gestor municipal ressaltou que é importante resgatar o espaço, mas, além disso, a prioridade também é a questão social, pois o local serve de abrigo para pessoas em situação de rua. "Vamos abrir diálogo com as pessoas em situação de rua que residem aqui. Elas têm o nosso respeito. Vamos conversar e buscar dar mais dignidade a elas", disse Edmilson


Memorial Magalhães Barata abandonado e será restaurado e revitalizado

Sobre Memorial Magalhães Barata:


O Memorial Magalhães Barata, localizado no bairro de São Brás em Belém, foi construído para comemorar o centenário de nascimento do ex-governador do Pará, Magalhães Barata.


No dia 18 de junho de 1988, foi lançada a pedra fundamental do memorial, inaugurado quase um ano depois, em 19 de abril de 1989. Projetado pelos arquitetos Raul Ventura Filho, Luis Ferreira e Stélio Santa Rosa, vencedores de um concurso público promovido pelo Governo do Estado, o memorial é uma edificação circular que representa o próprio Magalhães Barata através de seu capacete, que utilizou por mais de 20 anos de governo, de 1930 a 1956.


Dois triângulos vermelhos representam o Pará e seu povo. Há ainda um obelisco azul, com uma estrela no ápice, e uma rampa de acesso ao memorial. A edificação circular foi construída para abrigar um museu, além da administração e banheiros no primeiro andar, uma cripta no segundo nível e um mezanino no terceiro piso.


Na cripta estavam os restos mortais do ex-governador, retirados em 4 de março de 1989 do Cemitério Santa Izabel e transportados, depois de embalsamados, em cortejos que o homenagearam na véspera e no dia da inauguração, porém, em 2012, retornaram para o Cemitério Santa Izabel.

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