Protesto contra o preço alto do açaí em Belém



Organizadores do manifesto #queremosnossoaçaí contra o alto preço, baixa qualidade e a escassez do produto, realizada por batedores do fruto nesta terça-feira (18), dizem que os protestos devem continuar pelos próximos dias até que órgãos como o governo do Estado e as grandes empresas entrem em acordo com a categoria diante da má distribuição do fruto, pesado no orçamento devido o período da entressafra.


Segundo o movimento “O Açaí é Nosso”, organizador da manifestação desta quinta (18), o manifesto representa o passo inicial para que medidas eficazes sejam tomadas pelos órgãos responsáveis.


“A manifestação não terminou, está só começando. Esse foi o nosso primeiro manifesto. Ainda haverá outros, com certeza, e a gente vem mais forte. Nós selecionamos apenas algumas pessoas para participar. Só em Belém, há 8 mil batedores de açaí, mas convocamos poucos trabalhadores para evitar aglomeração por causa da pandemia”, diz o Movimento, que reuniu trabalhadores de Belém e Região Metropolitana na manhã de hoje, na Praça do Relógio, em Belém.


Entre as reivindicações, os manifestantes solicitam a criação de um Decreto que proíba a saída do fruto do Estado no período da entressafra, quando baixa a produção do fruto. Entre os estados que recebem o nosso açaí estão: Amapá, Amazonas e o Maranhão.


“Faremos outras manifestações até nós sermos ouvidos pelo poder público, porque a situação está complicada: preço do açaí está alto, o açaí que vinha para Belém para ser vendido está sendo passado direto para as fábricas. Queremos um olhar das autoridades com relação a isso, pelo menos neste período da entressafra”, disseram os manifestantes.


Além disso, a fiscalização na medida do açaí e a distribuição por um peço justo aos pequenos produtores são outras cobranças dos trabalhadores.


Foto de capa: Celso Rodrigues

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