Racismo no Pará: Uma realidade distante de acabar



O racismo é um termo ligado a discriminação racial, de um povo ou etnia, e no Brasil é muito comum por parte de pessoas Negras. No Pará esse tipo de crime aumentou, a Delegacia de Combate a Crimes Discriminatórios e Homofóbicos (DCCDH) da Polícia Civil do Estado registrou em 2020, 10 casos de crimes de injúria racial e racismo, número que subiu para 30 em 2021, ou seja, 3 vezes mais como aponta o DOL.


No Brasil esse tipo de crime racial ocorre todos os dias, mas apenas alguns dos poucos são denunciados. É importante que se tenha a consciência de que não são apenas pessoas negras que sofrem racismo, pois ele está ligado a povo e etnia, por isso é bastante comum racismo a pessoas indígenas principalmente aos que vivem nos espaços urbanos.


Em Belém esse racismo estrutural, está diretamente ligado a pessoas periféricas e com pouco poder aquisitivo, os negros e descendentes dos indígenas que subjugados pela cultura e cor da pele, marginalizados como cultura inferior. Compreendesse esse contexto de marginalização dos bairros periféricos desde o processo de colonização da região, em Belém uma cidade que possui a maior parte da população vivendo nas periferias traz uma raiz cultural do processo de escravidão, onde os indígenas e negros que estavam inseridos nesse contexto com o fim da escravidão tanto negra quanto indígena, buscavam locais para viver dando início as periferias.


A morte de jovens periféricos é muito comum por parte das milicias. Quem lembra da chacina de outeiro em 2015 que ceifou quatro vidas, o acusado e julgado pelo crime foi o ex-policial militar Jemeson Alan Silva Moraes. Essa foi apenas uma das chacinas que ceifou vidas periféricas, Heleno Arnaud Carmo de Lima, o Cabo Leno foi condenado por 6 anos de prisão segundo o ministério público do Pará por chefiar milícia que matou 20 pessoas na grande Belém.

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