Região Norte registra o primeiro caso de varíola de macaco


Foto: Reprodução

A confirmação do primeiro caso de varíola de macaco na região Norte do Brasil, veio na última segunda-feira (25). A confirmação foi oficializada pela Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre).


Dos seis casos suspeitos, um foi confirmado e os outros cinco descartados. O resultado de dois exames de casos suspeitos, que ainda estavam em investigação, chegaram da Fundação Ezequiel Dias em Minas Gerais ontem, sendo que um deles deu positivo.


O paciente, é um homem de 27 anos, que viajou para fora do país nos últimos dias. Após seu regresso ao Brasil, o homem deu entrada no hospital com febre alta, cansaço físico e pápulas espalhadas pelos braços e abdômen, sendo notificado no dia 11 deste mês, pelo hospital particular em que deu entrada.


A coordenadora do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância de Saúde do Acre (Cievs), Débora dos Santos, confirmou que os outros cinco casos notificados foram negativos. “Está sendo acompanhado pelo município de Rio Branco, tanto a investigação epidemiológica dos contatos. Dos casos suspeitos temos cinco descartados e um caso confirmado”, pontua.


Até o momento, quase 17 mil casos foram diagnosticados em 74 países do mundo.

Doença

Varíola dos macacos (Monkeypox) é um vírus que acomete animais e, raramente, os humanos e ocorre em regiões de floresta da África Central e Ocidental. Porém, de acordo com o centro de pesquisa biológica Instituto Butantan, os casos relatados em continentes em diversos continentes no mundo, podem indicar uma possível transmissão comunitária do vírus, não tendo relação com as regiões africanas.

As pessoas acometidas pela doença apresentam lesões pelo corpo, como coceiras doloridas que podem ser semelhantes à catapora. Além disso, os sintomas podem incluirfebre, dor de cabeça, dor nas costas ou musculares, inflamações nos nódulos linfáticos, calafrios e exaustão. Após a infecção, a doença costuma se manifestar entre 5 e 21 dias.

Transmissão


O contágio da doença, que até o recente surto raramente era vista em outras partes do mundo, ocorre principalmente por contato próximo a uma pessoa infectada com o vírus, podendo entrar no corpo pelo sistema respiratório, olhos, nariz, boca ou por lesões na pele.

A forma de transmissão pode ter sido a mesma que acometeu um brasileiro, de 26 anos, na Alemanha, vindo de Portugal após passar pela Espanha.

Em países como o Reino Unido, a vacina contra a doença está sendo oferecida para pessoas com maior risco.




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